Decisões importantes costumam ter patrocinadores, projetos têm responsáveis, contratos possuem gestores e processos têm donos.
Existe um período em que todas essas responsabilidades precisam convergir.
É durante a transição que o planejamento deixa de existir apenas no papel e começa a ser confrontado pela realidade da operação.
Ao longo de diferentes processos de transformação, percebi que existe um desafio comum entre eles: manter pessoas, processos, responsabilidades e expectativas alinhados até que a nova forma de operar esteja efetivamente consolidada.
Foi dessa experiência que surgiu o conceito de Governança da Transição.
Não como uma etapa do projeto, mas como a capacidade da organização de coordenar a mudança, conduzir sua execução, validar continuamente as premissas que sustentaram a decisão, corrigir desvios e preservar o valor esperado durante todo o processo de transformação.

Toda decisão nasce de uma expectativa.
A expectativa de reduzir custos, aumentar produtividade, melhorar o nível de serviço, acelerar resultados ou transformar a forma de operar.
Mas expectativas, por si só, não geram resultados.
Elas dependem da capacidade da organização de conduzir a mudança até que a nova operação esteja estabilizada.
É a Governança da Transição que impede que o valor esperado se perca nesse caminho.
Porque toda decisão cria expectativas. Mas somente uma boa Governança da Transição permite transformar essas expectativas em Controle, Confiabilidade e Captura de Valor.

Autor: Carolina Almeida
Sócia Diretora na 2log Smart Solutions